Redução de mama cresce no SUS e tendência pode refletir em todo o Brasil

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Atualizado em 14 de maio de 2026 por Jorge Moulim

reduçao de mamas pelo sus

A cirurgia de redução de mama vem crescendo de forma importante no Brasil. E um dado recente da Bahia chamou atenção para essa mudança.

Segundo números divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), as mamoplastias redutoras realizadas pelo SUS cresceram mais de 47% em 2025. Até julho, já haviam sido realizadas 519 cirurgias, enquanto durante todo o ano de 2024 foram contabilizados 352 procedimentos.

O aumento mostra uma realidade que nós observamos também no consultório: cada vez mais mulheres procuram a redução mamária não apenas por estética, mas principalmente por qualidade de vida.

Veja a matéria completa Clicando aqui.

A redução de mama vai muito além da estética

Existe um erro comum de pensar que a mamoplastia redutora é apenas uma cirurgia estética. Em muitos casos, ela tem caráter funcional e reparador.

Mamas excessivamente grandes podem causar:

  • dores nas costas
  • dores nos ombros e pescoço
  • marcas profundas do sutiã
  • dificuldade para praticar exercícios
  • limitação física no dia a dia
  • desconforto emocional e baixa autoestima

A própria matéria da Sesab destaca relatos de pacientes que voltaram a caminhar, praticar atividades físicas e até melhorar a vida social após a cirurgia.

Na prática, muitas mulheres convivem anos com dor, desconforto e dificuldade até perceberem que existe solução.

Por que a cirurgia está crescendo tanto

A tendência parece acompanhar uma mudança de comportamento que já vem acontecendo em vários países.

Hoje, muitas pacientes buscam mais conforto, proporcionalidade corporal e liberdade para viver a rotina sem limitações. Não é mais apenas uma questão de tamanho. É qualidade de vida.

Outro fator importante foi a ampliação do acesso pelo SUS na Bahia, principalmente após a inclusão da mamoplastia redutora no programa estadual Saúde Mais Perto, responsável por centenas de cirurgias em mutirão.

Mas esse crescimento provavelmente não deve ficar restrito à Bahia.

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Essa tendência pode crescer em todo o Brasil

O aumento da procura por redução mamária não parece ser algo isolado. Cada vez mais mulheres têm buscado informações sobre o procedimento em diferentes regiões do país.

Isso acontece porque existe mais acesso à informação, mais entendimento sobre os impactos físicos da hipertrofia mamária e também maior conscientização sobre saúde e bem-estar.

Muitas pacientes chegam ao consultório dizendo frases como:

“Eu não aguento mais sentir dor nas costas.”
“Não consigo treinar.”
“Tenho dificuldade até para encontrar roupa.”
“O peso da mama me incomoda todos os dias.”

E isso mostra que a cirurgia não envolve apenas aparência. Ela pode transformar conforto, mobilidade e autoestima.

Quando a redução de mama é indicada

A mamoplastia redutora costuma ser indicada quando o volume das mamas gera impacto físico ou emocional importante.

Entre os principais sinais estão:

  • dores frequentes
  • dificuldade para atividade física
  • irritações na pele abaixo das mamas
  • desconforto postural
  • assimetria importante
  • limitação na rotina

Cada caso precisa de avaliação individual, porque não existe “tamanho padrão” para indicação cirúrgica.

Como é a recuperação

Uma dúvida muito comum é: “A recuperação é muito difícil?”

Na maioria dos casos, a recuperação é mais tranquila do que muitas pacientes imaginam.

Nos primeiros dias pode existir inchaço, sensibilidade e necessidade de repouso relativo, mas a melhora do conforto costuma aparecer cedo. Muitas pacientes relatam sensação de alívio já nas primeiras semanas.

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O resultado vai além da aparência

Claro que existe melhora estética. A mama ganha mais proporcionalidade, leveza e harmonia corporal.

Mas o que mais chama atenção costuma ser o impacto na qualidade de vida.

Muitas mulheres voltam a:

  • praticar exercícios
  • usar roupas com mais conforto
  • dormir melhor
  • reduzir dores constantes
  • recuperar autoestima

E isso faz diferença no dia a dia.

Dr. Jorge Moulim e a mamoplastia redutora

O Dr. Jorge Moulim atua há anos com cirurgias mamárias, incluindo mamoplastia redutora, atendendo pacientes de Vitória, Vila Velha e também muitas mulheres vindas do interior da Bahia em busca de avaliação especializada.

Cada cirurgia é planejada de forma personalizada, respeitando anatomia, proporção corporal e objetivo da paciente.

Porque, no fim, o mais importante não é seguir tendência. É encontrar o que realmente faz sentido para o seu corpo e para sua qualidade de vida.

Conclusão

Os números divulgados pela Bahia mostram um cenário que provavelmente continuará crescendo em todo o Brasil: mulheres buscando mais conforto, saúde e liberdade através da redução mamária.

A mamoplastia redutora não é apenas sobre diminuir o tamanho da mama. É sobre melhorar postura, aliviar dores, recuperar mobilidade e devolver qualidade de vida.

Se você sente que o peso das mamas impacta sua rotina, uma avaliação individual pode ajudar a entender quais possibilidades existem para o seu caso.

Veja esse post também – Mamoplastia Redutora pelo SUS: Quem Pode e Como Funciona

Sobre o autor | Website

Dr. Jorge Moulim – CRM 7797-ES e RQE: 5959 Formação acadêmica: * Residência médica em cirurgia plástica pela Universidade Estadual Paulista * Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) * Membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética * Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

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