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Ginecomastia pelo SUS: Desvendando o Procedimento e as Possibilidades

8 min de leitura

Atualizado em 9 de junho de 2026 por Jorge Moulim

A ginecomastia é uma condição bastante comum. Estima-se que afete entre 40% e 60% dos homens em algum momento de suas vidas.A condição é especialmente prevalente em três períodos: recém-nascidos (devido aos hormônios maternos), adolescentes (durante o pico hormonal da puberdade) e homens mais velhos (devido ao declínio na produção de testosterona).

O que é ginecomastia?

Antes de entrarmos nos detalhes do procedimento pelo SUS, é importante entender o que é a ginecomastia. Esta condição ocorre quando há um aumento anormal do tecido mamário em homens, podendo ser causada por desequilíbrios hormonais, uso de certos medicamentos, condições médicas subjacentes ou simplesmente devido a fatores genéticos. A ginecomastia pode afetar homens de todas as idades, desde a adolescência até a fase adulta.

Procedimento de correção de ginecomastia pelo SUS

O SUS oferece a possibilidade de tratamento cirúrgico para corrigir a ginecomastia em casos onde outros métodos não são eficazes. O procedimento é realizado por cirurgiões plásticos capacitados e é totalmente gratuito para os pacientes que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo sistema de saúde pública.

Avaliação Médica

Se for ginecomastia mesmo, a gente avalia há quanto tempo você tem isso, se dói, se está crescendo, se é dos dois lados ou só de um, se você usa algum remédio, anabolizante, suplemento, ou se tem alguma alteração hormonal. Em alguns casos, principalmente em adolescentes, pode melhorar com o tempo. Em outros, quando persiste ou causa muito incômodo, pode ter indicação de cirurgia.

Procedimento Cirúrgico

O procedimento cirúrgico para correção de ginecomastia geralmente envolve a remoção do excesso de tecido mamário e, em alguns casos, também da gordura localizada na região. A técnica utilizada pode variar dependendo do caso e das preferências do cirurgião, podendo incluir a liposucção, a excisão cirúrgica ou uma combinação de ambas.

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Recuperação e Acompanhamento

A recuperação depende do tipo de cirurgia. Se for algo menor, com lipoaspiração da gordura e retirada pequena da glândula, costuma ser mais tranquila. Se tiver muita glândula, muita pele ou necessidade de um procedimento maior, a recuperação pode ser mais lenta.

Nos primeiros dias, você fica mais quieto. Não é ficar de cama o tempo todo, mas é repouso relativo. Caminhar dentro de casa, tomar banho conforme orientação, usar a malha ou colete compressivo, tomar os remédios prescritos e evitar esforço.

Sobre trabalho: se seu trabalho for leve, sentado, escritório, computador ou estudo, muitos pacientes conseguem voltar em cerca de 5 a 7 dias, às vezes um pouco antes ou depois. Agora, se você carrega peso, faz esforço físico, levanta braço, dirige moto o dia todo, trabalha em obra, entrega, estoque ou algo pesado, aí eu costumo afastar mais tempo, porque esforço cedo aumenta risco de sangramento, inchaço e acúmulo de líquido.

Sobre treino: musculação, peito, braço, ombro, flexão, barra, futebol e corrida forte não entram logo de início. No começo, só caminhada leve. Depois a gente libera aos poucos. Treino pesado de parte superior geralmente fica para algo em torno de 4 a 6 semanas, às vezes mais, dependendo de como estiver a cicatrização.

Então, pensando de forma prática, seria mais ou menos assim: primeira semana, repouso e caminhada leve; segunda semana, rotina leve se estiver tudo bem; terceira e quarta semana, atividades normais com cuidado, mas sem peso e sem esporte de impacto; depois de 4 a 6 semanas, a gente começa a conversar sobre voltar ao treino mais forte.

Você também precisa entender que o resultado não aparece perfeito na primeira semana. Vai ter inchaço, roxo, sensibilidade, sensação de repuxar ou dormência. Isso vai melhorando com o tempo. A aparência final pode levar meses para assentar.

E se depois da cirurgia tiver febre, dor piorando muito, sangramento, um lado aumentando rápido, falta de ar, secreção com mau cheiro ou vermelhidão intensa, aí não espera consulta marcada: procura atendimento.

Cobertura e Critérios de Elegibilidade

É importante destacar que a cobertura do procedimento de correção de ginecomastia pelo SUS está sujeita a critérios específicos. Nem todos os casos podem se qualificar para a cirurgia gratuita. Geralmente, a cirurgia é indicada para casos de ginecomastia que causam desconforto físico significativo, dor ou impacto psicológico negativo comprovado. A avaliação médica determinará se o paciente atende aos critérios estabelecidos para receber o procedimento pelo SUS.

Tempo de Espera e Disponibilidade

Pelo SUS, existe sim a possibilidade de encaminhar, mas não é uma cirurgia que costuma sair rápido, porque normalmente ela entra como cirurgia eletiva. Então o tempo de espera depende muito da cidade, da fila da regulação, do hospital disponível e da prioridade do caso. Eu não consigo te prometer um prazo exato.

Alternativas e Abordagens Não Cirúrgicas

Se você for adolescente ou se isso começou há pouco tempo, muitas vezes a conduta é observar. Na puberdade, a ginecomastia é comum e pode regredir sozinha com o tempo. Então, dependendo da sua idade, tempo de evolução e exame físico, eu posso não indicar cirurgia agora. Posso acompanhar por alguns meses, ver se está diminuindo, estabilizado ou aumentando.

Outra coisa importante é investigar causa. Às vezes a ginecomastia aparece por alteração hormonal, uso de remédios, anabolizantes, algumas substâncias, problemas na tireoide, fígado, testículo ou outras situações. Se tiver suspeita, a gente pede exames e trata a causa. Se for causada por algum medicamento, a gente avalia troca ou suspensão com segurança, nunca por conta própria.

Existe tratamento com remédio? Existe em alguns casos, mas não é para todo mundo. Geralmente é considerado quando a ginecomastia é recente, dolorida, ainda em fase ativa e com indicação de especialista. Um dos medicamentos mais estudados é o tamoxifeno, mas ele precisa ser prescrito e acompanhado por médico, porque tem critérios e possíveis efeitos colaterais. Quando a ginecomastia já está antiga e fibrosada, remédio costuma funcionar bem menos.

Também tem medidas de conforto: usar camiseta mais firme ou compressiva, evitar ficar apertando a região, evitar comparar seu corpo com o de outras pessoas e acompanhar se há dor, crescimento ou mudança no mamilo. Isso não trata a glândula, mas pode ajudar enquanto a gente investiga e acompanha.

Quem Pode se Beneficiar e Como Acessar o Procedimento pelo SUS

Para se beneficiar do procedimento de correção de ginecomastia pelo SUS, é necessário atender aos critérios estabelecidos pelo sistema de saúde pública. Geralmente, os pacientes que sofrem de ginecomastia e desejam passar pela cirurgia gratuita precisam:

  1. Avaliação Médica: O primeiro passo é procurar atendimento médico em uma unidade de saúde do SUS para uma avaliação inicial. O médico realizará exames físicos e poderá solicitar exames complementares para determinar a gravidade da ginecomastia e se o paciente se qualifica para o procedimento cirúrgico.
  2. Encaminhamento para Especialistas: Em muitos casos, o médico de atenção primária encaminhará o paciente para um especialista, como um cirurgião plástico ou endocrinologista, para uma avaliação mais detalhada e discussão sobre as opções de tratamento.
  3. Cumprimento dos Critérios de Elegibilidade: O paciente deve atender aos critérios de elegibilidade estabelecidos pelas diretrizes do SUS para receber o procedimento cirúrgico. Isso pode incluir a demonstração de impacto significativo na qualidade de vida devido à ginecomastia e a comprovação de que outras formas de tratamento foram tentadas sem sucesso.
  4. Agendamento da Cirurgia: Após a avaliação e o cumprimento dos critérios, o paciente poderá ser encaminhado para agendar a cirurgia de correção de ginecomastia em um hospital público credenciado pelo SUS. O tempo de espera pode variar dependendo da disponibilidade de recursos e da demanda na região.

Documentação Necessária

Para acessar o procedimento de correção de ginecomastia pelo SUS, o paciente geralmente precisará fornecer alguns documentos e informações, tais como:

  • Documentos de identificação (RG, CPF)
  • Cartão Nacional de Saúde (CNS) ou número do SUS
  • Encaminhamento médico ou pedido de cirurgia emitido por um profissional de saúde do SUS
  • Resultados de exames médicos relevantes, como ultrassonografia mamária ou hormonal, se aplicável
  • Comprovante de residência

É importante consultar as autoridades de saúde locais ou a unidade de saúde do SUS mais próxima para obter informações específicas sobre os requisitos e procedimentos necessários para acessar o tratamento de ginecomastia pelo sistema público de saúde.

Conclusão

A correção de ginecomastia pelo SUS oferece uma oportunidade valiosa para pacientes que enfrentam essa condição e desejam receber tratamento cirúrgico gratuito. Ao seguir os passos adequados, incluindo a avaliação médica, o cumprimento dos critérios de elegibilidade e a obtenção da documentação necessária, os pacientes podem acessar os cuidados de saúde de que necessitam para melhorar sua qualidade de vida e bem-estar.

Se você está considerando a correção de ginecomastia pelo SUS, não hesite em procurar orientação médica para iniciar o processo e obter as informações necessárias para tomar decisões informadas sobre seu tratamento. Sua saúde e bem-estar são prioridades que merecem ser cuidadas com cuidado e atenção adequados.

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Sobre o autor | Website

Dr. Jorge Moulim – CRM 7797-ES e RQE: 5959 Formação acadêmica: * Residência médica em cirurgia plástica pela Universidade Estadual Paulista * Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) * Membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética * Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

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