Mastectomia masculinizadora

A mastectomia masculinizadora é a cirurgia que remove o tecido mamário e remodela o tórax para um contorno masculino. Ela faz parte do processo de afirmação de gênero e costuma ser um passo muito importante para quem deseja alinhar a aparência corporal com a própria identidade.

Muitos pacientes descrevem a mama como algo que “não pertence ao corpo”, e a cirurgia surge como uma forma de trazer conforto, liberdade e melhora significativa da autoestima.

Mastectomia masculinizadora: Como a cirurgia é feita?

O procedimento envolve a retirada da glândula mamária, ajuste da pele e remodelação do tórax para criar um formato mais plano e masculino. Em muitos casos, também é necessário reduzir e reposicionar aréolas e mamilos para que fiquem proporcionais ao novo contorno torácico.

A técnica utilizada varia conforme o volume mamário, elasticidade da pele e objetivo do paciente. As principais opções incluem:

  • Incisão no sulco da mama, indicada quando há maior volume ou flacidez, permitindo melhor retirada de pele e definição do tórax.
  • Técnica periareolar, com cicatriz mais discreta, indicada para casos com menor volume mamário.

Em algumas situações, pode ser associada lipoaspiração para melhorar a definição lateral do tórax e deixar o resultado mais natural.

A cirurgia costuma durar entre 2 e 4 horas, com internação média de 12 a 24 horas.

Pós-operatório e recuperação

Após a cirurgia, é comum o uso de drenos temporários para evitar acúmulo de líquidos e facilitar a cicatrização.

O inchaço é esperado nos primeiros dias e tende a diminuir gradualmente ao longo das semanas.

De forma geral, recomenda-se:

  • repouso inicial e limitação de movimentos dos braços
  • evitar esforço físico nas primeiras semanas
  • dormir de barriga para cima
  • manter acompanhamento médico e cuidados com curativos

A recuperação inicial costuma ocorrer em torno de 2 a 4 semanas, enquanto a cicatrização e acomodação dos tecidos evoluem ao longo dos meses.

Resultados e expectativas

O resultado definitivo aparece após a maturação da cicatriz e acomodação dos tecidos, normalmente por volta de 6 meses. A cirurgia proporciona um tórax mais plano e masculino, contribuindo não apenas para a estética, mas também para o bem-estar emocional e qualidade de vida.

Os resultados tendem a ser duradouros, embora fatores como envelhecimento, variação de peso e características da pele possam influenciar o aspecto ao longo do tempo.

Importância da avaliação médica

Cada paciente possui características próprias, e a escolha da técnica depende de uma avaliação cuidadosa. A consulta é o momento de alinhar expectativas, entender possibilidades e definir a abordagem mais segura e adequada para o seu caso.

A mastectomia masculinizadora é mais do que uma cirurgia estética. É um procedimento que envolve identidade, autoestima e qualidade de vida, e por isso deve ser realizado com planejamento, segurança e acompanhamento especializado.

Principais dúvidas sobre mastectomia masculinizadora

A cirurgia pode ser feita pelo SUS?

Sim. A mastectomia masculinizadora integra o processo transexualizador do SUS. Geralmente exige acompanhamento multidisciplinar, laudos e fila de espera, que pode ser longa.

Planos de saúde são obrigados a cobrir?

Sim. A cirurgia não é considerada apenas estética e deve ser coberta por planos com internação hospitalar, mediante indicação médica.

O plano pode negar alegando estética?

Não. Essa negativa costuma ser ilegal e a Justiça tem reconhecido o direito ao procedimento quando há indicação médica.

Qual a idade mínima para fazer a cirurgia?

Em geral, a partir dos 18 anos, conforme diretrizes médicas. Protocolos do SUS podem ter critérios específicos.

É necessário acompanhamento psicológico?

Sim. O acompanhamento ajuda na avaliação, emissão de laudos e preparo emocional para a cirurgia.

Preciso fazer hormonização antes da cirurgia?

Frequentemente recomenda-se o uso de testosterona antes do procedimento, mas a indicação é individualizada.

Por que o acompanhamento multidisciplinar é importante?

Porque a cirurgia envolve saúde física e emocional. O suporte de diferentes profissionais aumenta a segurança e a qualidade do resultado.