Preço menor leva mulheres de manaus à venezuela para realizar cirurgia plástica

Cirurgia Plástica – Alerta aos preços baixos X qualidade de cirurgias realizadas no exterior.

cirurgia plástica

Aline Maquiné, 35 anos, amazonense e mãe de dois filhos, juntou R$ 9 mil para realizar um sonho antigo:
fazer uma cirurgia plástica e levantar a autoestima. Em seis meses, ela estava com as malas prontas para viajar ao exterior. “Me sinto outra mulher. Pude ter a realização de um sonho que nunca teria condições de realizar no Brasil, pois os valores são altíssimos”.

Aline não foi a única. Tássia Camila Gomes de 30 anos viajou para o exterior para realização de uma lipoaspiração e um preenchimento nos glúteos. Ela planeja retornar em agosto para pôr silicone nos seios. “Queria ter feito tudo de uma vez, mas o médico disse que seria muito dolorido para mim. Fiz meus procedimentos por R$ 2,5 mil. Aqui no Brasil, chegaria a R$ 12 mil ou R$ 14 mil”.

Já a professora roraimense Mara Jeanne Medeiros não revela a idade. Mas conta que após conversa com amigas, decidiu se submeter a uma lipoescultura. Um procedimento que consiste no modelamento dos glúteos com retirada de gordura da papada e braços. O valor? R$ 5,730 mil. “Cheguei na última sexta-feira. Não pesquisei sobre os preços, mas tenho certeza que seria no mínimo cinco vezes mais caro no Brasil”.

O que atraem mulheres como Aline, Flávia e Mara para realizar cirurgia plástica na Venezuela são preços mais baixos.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), João Prado Neto, disse que nada impede que os brasileiros façam as operações no exterior. Porém precisam estar atentos se os valores cobrados pelos procedimentos garantem qualidade e segurança.

-“Se o paciente entende que lá vai ser bem atendido e por valores mais baixos, não há problema. A questão, tanto lá quanto aqui, é que é difícil encontrar procedimentos de qualidade com valores menores”.

Para atuar como cirurgião plástico, um médico precisa estudar por 11 anos. Sendo seis anos de graduação em medicina e cinco anos de residência médica em cirurgia plástica.

A realização de medidas preventivas como os exames pré-operatórios e o acompanhamento pós-cirúrgico é essencial. Segundo Prado Neto, mesmo no Brasil médicos não habilitados descumprem exigências. Em pacientes de mais idade, é necessário realizar uma bateria de análises laboratoriais.

-“Cada tipo de procedimento exige um cuidado diferente. No pós-operatório de uma plástica de abdômen, por exemplo, o tempo mínimo para que a paciente viaje de volta é de 15 dias”.

As mulheres ouvidas pelo D24AM não relataram sobre as condições e nem sobre o atendimento pelos médicos venezuelanos.

O médico José Bernardo Sobrinho afirma:
-“O Cremam não pode fiscalizar o exercício de médicos de outros países. “Pelo código do conselho, não podemos fiscalizar médicos de outros Estados nem de outros países”.

Ele explicou que vários procedimentos realizados de uma vez podem levar à morte. Cirurgias com duração de seis a sete horas têm risco maior de complicações.

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